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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Porteiro do Prostibulo


Não havia no povoado pior ofício do que
'porteiro do prostíbulo'. 

Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? 
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha
nenhuma outra atividade ou ofício. 

Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias,  criativo e
empreendedor, que decidiu modernizar o 
estabelecimento. 
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas
instruções. 

Ao porteiro disse: 
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai
preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que
entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços. 

- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei
ler nem escrever! 

- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir
trabalhando aqui. 

- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha
vida  inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não
posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero
que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte. 

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro
sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? 

Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou
mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. 

Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um
emprego. 

Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate
mal conservado. 

Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de
ferramentas completa. 

Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois
dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. 

E assim o fez. 
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta: 
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar. 
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ...
já que..  

 - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo. 
 - Se é assim, está bom. 
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta
e disse: 

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para
mim? 

- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de
ferragens  mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula. 

- Façamos um trato - disse o vizinho. 
Eu pagarei os dias de ida e volta  mais o preço do martelo,
já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece? 

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias....
aceitou. 

Voltou a montar na sua mula e viajou. 
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua
casa. 

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. 
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe
seus dias de viagem, 
 mais um pequeno lucro
para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para
viajar para fazer compras. 

Que lhe parece? 
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho
escolheu um alicate, uma chave de fenda,
um martelo e uma
talhadeira. Pagou e foi embora.   E nosso amigo guardou as palavras
que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer
compras'. 

Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele
viajasse para trazer as ferramentas. 

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro
trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. 

De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. 
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos,
querendo economizar a viagem, faziam  encomendas. 

Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e
trazia o que precisavam seus clientes. 

Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e
alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balcão e transformou o
galpão na primeira  loja de ferragens do povoado. 

Todos estavam contentes e compravam dele. 
Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus
pedidos. 

Ele era um bom cliente. 
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam
comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens. 

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e
pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. 

E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as
talhadeiras, etc
 ..
E após foram os pregos e os parafusos... 
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho,
em um rico e próspero fabricante de ferramentas. 

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. 
Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum
ofício. 

No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as
chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que
lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na
primeira página do livro de atas desta nova escola. 

- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que
mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever,
sou  analfabeto. 

- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar. 
O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem
escrever? Estou abismado.  Eu pergunto: 

- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever? 
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma. 
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO
PUTEIRO!!!

 Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
 


As adversidades
podem  ser bênçãos.
As crises estão cheias
de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a
porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria
da água:
'A água nunca discute
com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja
cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é
comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber
o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima
de tudo, reconhecer suas virtudes.

Isso realmente e verídico, contado por um grande industrial chamado  Tramontina.
ESTA É A HISTÓRIA DE UM GRANDE EMPREENDEDOR E CRIADOR DA
TRAMONTINA, UMA DAS MAIS TRADICIONAIS EMPRESAS DO RAMO DE UTENSÍLIOS DE COZINHA
E FERRAMENTAS.







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quinta-feira, 1 de julho de 2010

AMOR EXTRAVAGANTE


O relato da vida real que se segue, é o testemunho pessoal de um médico judeu.

“ Trabalhei como cirurgião do exército dos Estados Unidos durante a Guerra Civil. Após a batalha em Gettysburg chegaram ao hospital vários soldados feridos, entre eles Charlie Coulson. Como Charlie era muito jovem para ser soldado, pois tinha 17 anos, alistara-se como tambor. Ele chegou com ferimentos graves, sendo necessário amputar-lhe um braço e uma perna. Quando meus assistentes foram aplicar-lhe clorofórmio para a cirurgia, ele recusou-se e pediu para chamar-me e disse:

- Doutor, quando eu tinha 9 anos, dei meu coração a Jesus e desde aquele dia venho aprendendo a confiar Nele. Ele é minha força, Ele me sustentará enquanto o senhor estiver amputando meu braço e minha perna.

Então indaguei e pedi para que tomasse um pouco de conhaque. Mais uma vez ele respondeu:

- Doutor, quando eu tinha 5 anos, minha mãe se ajoelhou ao meu lado, pedindo à Jesus, para que eu nunca bebesse um gole de bebida alcoólica. Existe a possibilidade de eu morrer e ir para a presença de Deus. O senhor quer que eu chegue lá com bafo de conhaque?

Naquela ocasião, eu detestava Jesus, mas admirei a lealdade daquele rapaz com seu Salvador. Chamei então o Capelão, que conhecia bem o moço, pois este freqüentava as reuniões de oração. Disse o Capelão:

- Charles, estou muito penalizado de vê-lo assim.

Respondeu Charlie ao Capelão:

- Ah, eu estou bem senhor. O doutor me ofereceu clorofórmio e conhaque, mas eu não aceitei, pois quero me apresentar ao meu Salvador em meu juízo perfeito.
- Talvez você não morra, disse o Capelão. Mas, se o Senhor o levar, você deseja que eu faça alguma coisa?
- Capelão, respondeu o jovem, escreva uma carta para minha mãe e diga que tenho lido a Bíblia todos os dias, e tenho orado sempre para que Ele a abençoe.
- Estou pronto doutor. Prometo que não vou nem gemer se o senhor não me der o clorofórmio.

Garanti-lhe que não aplicaria a droga, mas antes de pegar o bisturi, fui a saleta tomar um gole de conhaque. Quando peguei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do travesseiro entre os dentes e sussurrou:

- Ó Jesus, bendito Jesus! Fica ao meu lado agora.

O rapaz cumpriu o que prometera, não gemeu. Naquela noite não dormi pensando no rapaz. Pouco depois da meia-noite, levantei-me e fui ao hospital. Assim que cheguei disse o enfermeiro:

- Dezesseis soldados morreram.
- E Charlie também? Indaguei.
- Não, dorme como um bebê. Por volta das 9 horas, o Capelão leu as escrituras para Charlie e ambos cantaram hinos de louvor. Não consigo entender doutor como uma pessoa sentindo tanta dor ainda era capaz de cantar, completou o enfermeiro.

Passados 5 dias desde que fora operado, Charlie me chamou e disse:

- É chegada a minha hora. Creio que não terei mais um dia de vida. Sei que é judeu, e não crê em Jesus, mas gostaria que ficasse ao meu lado e me visse morrer confiando em meu Salvador.

Tentei ficar, mas não consegui, pois aquele rapaz regozijava no amor daquele Jesus que eu detestava.
Passados 20 minutos o enfermeiro me procurou no consultório.

- Doutor, Charlie está morrendo e gostaria de vê-lo novamente.

Chegando ao quarto, Charlie pediu-me que segurasse em sua mão e disse:

- Doutor, amo o senhor porque é judeu. O melhor amigo que tive neste mundo foi um judeu.

Perguntei-lhe quem era esse amigo, e ele replicou:

- JESUS CRISTO. Quero apresentá-lo ao senhor antes de morrer. Enquanto o senhor me amputava, orei ao Senhor Jesus pedindo que manifestasse o seu amor ao senhor.

Essas palavras tocaram fundo em meu coração. Doze minutos depois ele dormiu seguro nos braços de Jesus. As últimas palavras daquele rapaz me impressionaram muito. Possuía muitos bens materias, mas teria dado todo meu dinheiro para crer em Cristo como ele cria. Contudo a fé é algo que o dinheiro não compra. Durante a guerra morreram centenas de soldados, mas só compareci ao sepultamento de Charlie Coulson.

Pouco depois esqueci o sermão de Charlie, embora não conseguisse esquecer-me do próprio moço. Durante 10 anos lutei contra Cristo com todo ódio que tinha por Ele, até que afinal a oração de Charlie foi atendida. Um ano e meio após a minha conversão fui a uma reunião de oração no Brooklyn, onde as pessoas davam seus testemunhos. Depois de várias pessoas falarem, levantou-se uma senhora idosa e disse:

- Estou com os pulmões muito doentes, pouco tempo me resta. É um imenso prazer saber que muito em breve me encontrarei com meu filho e com Jesus. O Charlie, além de soldado da pátria, foi também soldado de Cristo. E ela continuou:

- Ele foi ferido em uma batalha, e ficou aos cuidados de um médico judeu que amputou-lhe um braço e uma perna. Morreu 5 dias após a operação. O Capelão escreveu-me uma carta relatando o que ocorrera entre meu filho e o médico em seus últimos momentos de vida.

Ao ouvi-la, não me contive. Levantei-me e fui correndo até ela. Apertei-lhe a mão e disse:

- Deus a abençoe, minha irmã! A oração do seu filho já foi atendida. Sou o médico judeu por quem o  charlie orou, e o Salvador dele agora é meu Salvador também. O amor de Jesus cativou minha alma. ”

Esse relato toca profundamente nosso coração. Vemos em Charlie Coulson quatro qualidades notáveis: Convicção, Descanso, Amor e Compromisso. Mas vemos ainda a fidelidade de Deus que honrou essas quatro atitudes dele.

"Busquem ao Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto." (Is 55:6)

"Todo o que Nele confia jamais será envergonhado." (Rm 10:11)

"Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados." (Tg 5:20)

Que JESUS ilumine seu caminho!



Criação: KarinB.®
Texto: Silvia Schmidt